quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Diabo veste Carvalho

O arquivo humano das trapalhadas petistas da última década

O homem mais poderoso da República não é o ex-presidente Lula, que se tornou refém de sua imagética messiânica.Mais poderoso do que Lula é um ministro de fala mansa e trejeitos amigáveis. 

Conhecedor dos segredos mais infernais do Partido dos Trabalhadores, Gilberto Carvalho é uma espécie de sentinela diabólico do esgoto moral do petismo.  

Lula é cativo da imagem falsa que criou: a de pai abnegado dos pobres. O ex-presidente não pode se dar ao luxo de parecer contaminado pela sujeira típica de Brasília. 

Mesmo que seja o poderoso chefão em exercício, Lula finge ser uma alma imaculada em uma esfera de cristal.  

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, dispensa o marketing. Todos sabem que ele sabe demais. Ele sabe o suficiente para manter uma influência vitalícia sobre os governos petistas – não importa o que os brasileiros pensem sobre ele.

Lula é refém da própria imagem; Carvalho não precisa de marketing

Qualquer projeto governamental digno de nota passou ou passará pela mesa de Carvalho. Não há dúvidas de que ele é mais bem informado que a própria Dilma. 

Se a presidenta um dia reeditar a famosa “eu não sabia”, há alguma chance de que esteja dizendo a verdade. Mas o secretário-geral da Presidência não convencerá nem ele mesmo se um dia disser o mesmo.

A trajetória sinistra do paranaense tem episódios surpreendentes. Gilberto Carvalho foi assessor do prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2002. Além do prefeito, várias testemunhas importantes do caso foram posteriormente assassinadas.

Irmãos de Celso Daniel afirmaram que Carvalho confessou esquema de corrupção 

Carvalho era braço-direito do prefeito e, conforme denunciaram os irmãos do prefeito que hoje encontram-se exilados por ameaças de morte, o PT tinha um grande esquema de corrupção em Santo André, onde enormes somas eram levadas à cúpula do PT — no caso, para José Dirceu, que era articulador da campanha presidencial.

Bruno Daniel, um dos irmãos de Celso Daniel, afirmou que Gilberto Carvalho, quando era assessor da prefeitura de Santo André, teria admitido haver um esquema de corrupção na cidade. 

De acordo com o irmão de Celso, o próprio Carvalho teria entregue R$ 1,2 milhão a José Dirceu, então presidente do PT. O dinheiro seria usado na campanha de Lula em 2002.


Investigações da Polícia Federal ligaram Carvalho ao recente escândalo de corrupção no Ministério do Trabalho. 

De acordo com a PF, a organização criminosa que desviou R$ 18 milhões de convênio com o Ministério do Trabalho buscou apoio do ministro Gilberto Carvalho para tentar obter aditamentos e novos repasses de verbas para o Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat), ONG que teria se transformado no reduto da quadrilha.

Melhor que a NSA

Na capital federal tais associações ao nome de Carvalho não surpreendem ninguém. Ele é o grande articulador, tecedor de redes de contato, minerador de informações e, mais importante, o arquivo humano das grandes trapalhadas petistas da última década.

Se for esperto, Obama está espionando os emails de Carvalho e não de Dilma

Carvalho é melhor que a NSA, a agência de espionagem americana. Na verdade, se Washington estiver fazendo um bom trabalho em espionar o governo brasileiro a prioridade de grampos começa com Carvalho, depois vem Lula e, por último, Dilma.

Cristão sui generis

Mas há outro aspecto da controversa atuação política de Gilberto Carvalho que merece uma atenção especial. Com esse currículo impecável, o ministro vitalício se apresenta como cristão piedoso. 

Ligado aos setores da esquerda da Igreja Católica, Carvalho estou teologia e “militou” na Pastoral Operária Nacional, entidade da qual foi secretário-geral entre 1985 e 1986.

“Gilberto Carvalho foi seminarista...costurando acordos, trazendo para si pessoas importantes da hierarquia católica no Brasil que tornou-se em muitos de seus expoentes, a igreja da corte”, explicou o padre Paulo Ricardo no imperdível vídeo “Parresía - Os Teólogos da Corte”.


O ministro sempre faz questão de anunciar sua fé. Aliás, ele vai à missa todo domingo. Por isso é no mínimo estranho que Gilberto Carvalho se indisponha tanto com católicos e evangélicos que defendem o valor cristão mais importante, que é a defesa da vida.

O "católico" Carvalho quer guerra contra cristãos conservadores 

Como se sabe, os petistas rotineiramente tentam legalizar o aborto no Brasil. Em cada episódio a briga entre Carvalho e os cristãos “pró-vida” (pleonasmo?) abre novo round. Ele sempre classifica de “exageradas” ou “infundadas” as preocupações dos pró-vida diante das costumeiras operações disfarçadas da agenda abortista do Planalto.

Na edição do Fórum Social Mundial de 2012, Gilberto Carvalho fez declarações reveladoras sobre sua briga com os cristãos “conservadores”. Ele certamente não imaginava que sua fala dirigida aos companheiros iria vazar para a mídia e afetar sua pose de católico piedoso.  

Apesar de tudo, Carvalho é o interlocutor entre governo e bancada evangélica

Carvalho disse aos camaradas que o governo federal deveria se empenhar em uma guerra ideológica contra as igrejas neopentecostais que estariam contrariando a agenda petista ao propagar “valores conservadores” através dos seus meios de comunicação.

 Ele sugeriu que o governo criaria um canal de TV só para combater a influência dos tele-evangelistas.

Para o jornalista Reinaldo Azevedo, a fala de Carvalho confirma que o PT vê “as igrejas midiáticas” como a única oposição à agenda petista. 

O colunista destacou: “Os petistas, embora não o digam em público, consideram que a oposição está liquidada”. Carvalho quer uma guerra contra a única oposição que restou: a cristã “conservadora”.

[Conservador para os petistas é todo aquele que discorda da agenda abortista do Partido]

Em outras palavras, o ministro que mais se orgulha de sua fé cristã, talvez o único que tenha estudado teologia, é justamente o defensor de uma guerra do governo federal contra os cristãos que apenas lutam pela preservação da vida.

Diante de tal constatação vem o espanto: após essas declarações desastrosas, o ministro foi “perdoado” pela bancada evangélica. 

Aliás, o fato de que Carvalho é aceito por parlamentares católicos e evangélicos como seu interlocutor junto ao governo federal apenas confirma os poderes e a influência do ex-assessor de Celso Daniel. 

Fontes:









A síndrome do Peter Pan de 68

Aos 71 anos, Caetano Veloso luta para manter a pose de jovem rebelde

A geração da década de 1960 foi a pior coisa que já aconteceu ao mundo, especialmente aos países culturalmente atrasados como o Brasil. Os equívocos morais e intelectuais daquela geração até hoje resultam em doses cavalares de pasmaceira política.

Até a sociologia concorda: o mimetismo é a alma da cultura brasileira. Tudo o que soa moderno ou progressista recebe a acolhida dos artistas e intelectuais tupiniquins, sempre afoitos em mostrar que são cérebros descolados – em duplo sentido. 

Nos anos 60 a moda da intelectualidade nos países desenvolvidos consistia em desfilar pelas ruas com cartazes anunciando: “É proibido proibir” e apoiar ditadores como Mao Tse Tung e Pol Polt. 

É claro que os gênios da cultura brasileira mimetizaram as preferências ideológicas dos colegas bem-nascidos de Paris! 


Os jovens libertários de 68, na verdade, adoravam ditadores sangrentos

Não fosse a necessidade de mimetizar os jovens ricos rebeldes do Primeiro Mundo, os jovens rebeldes do Brasil talvez não tivessem embarcado no trem do comunismo. 

O esquerdismo que já era bastante equivocado naquela época – quando ainda existia União Soviética – se tornou uma prova de demência mental nos nossos dias. 

O esquerdismo burguês e os valores “revolucionários” dos socialistas ricos da classe artística brasileira hoje servem apenas para justificar o anacronismo moral das forças do status quo que não hesitam em assaltar os cofres públicos e intimidar ministros do Supremo Tribunal Federal.


  Chico fica tristezinho com o assassinato de dissidentes, mas defende Cuba 

O cantor Chico Buarque – que era o sonho de consumo das donas de casa defensoras do regime militar – assinou um manifesto de apoio a José Genoíno e outros mensaleiros condenados. Além de oferecer carta assinada para a defesa do parlamentar, Chico ligou de Paris (sintomaticamente) para estender sua solidariedade a Genoíno. 

Enquanto isso, Caetano Veloso – outro dinossauro do esquerdismo burguês, igualmente inofensivo na época da ditadura – não hesitou em declarar apoio aos grupos fascistas Black Bloc, que se infiltram em protestos para promover depredações e conflitos violentos. 


O esquerdismo burguês de Veloso e Buarque tem cheiro de múmias

Caetano Veloso achou um absurdo a proibição do uso de máscaras nos protestos de rua. É claro que ele enxerga beleza poética nos vândalos que destroem bancas de jornais e vitrines de lojas. Por outro lado, denuncia a “violência simbólica” na proibição do uso de máscaras. 

Superbacana

Como o meigo Chico Buarque, o comunista que mais adora Paris, pode ser tão canalha ao ponto de defender mensaleiros condenados por formação de quadrilha? 

Para o filho do sociólogo Sérgio Buarque de Holanda – que dizia que a democracia no Brasil é um “mal entendido” – os valores da revolução estão acima de tudo. Até de equívocos banais dos camaradas pegos em esquemas de corrupção.


Se Mao Tse Tung estivesse vivo, Chico Buarque adoraria defendê-lo! 

Em entrevista concedida à Folha, em 2004, Chico Buarque falou sobre Cuba. Ele confessou que fica “chateado” com o fuzilamentos de dissidentes, mas acha tais coisas feias necessárias para preservar os “valores da revolução”. É tão cômodo fazer tal defesa à distância, diretamente de Paris!

“É claro que me desagrada a ideia de um partido único, de liberdades vigiadas, mas existe ao mesmo tempo a necessidade de um controle para manter os valores da revolução, que a meu ver são louváveis”, declarou o meigo cantor ao repórter Fernando de Barros e Silva. 

Por sua vez, o velho baiano revelou em recente artigo publicado no jornal “O Globo” que sempre sonhou em ser “a esquerda da esquerda”. Talvez daí venha seu apoio à esquerdista light Marina Silva e, paradoxalmente, aos jovens violentamente fascistas do Black Bloc.


O Superbabaca Caetano apoia Marina Silva e os jovens fascistas do Black Bloc

Buarque e Veloso lutam para manter a pose de jovens rebeldes. É talvez inveja da múmia de Lênin, que permanece exposta para adoração eterna na Rússia.  

Os dois dinossauros do marxismo cultural dos Trópicos sofrem de uma variante perigosa da síndrome de Peter Pan: não querem crescer politicamente (como Ferreira Gullar) e tampouco aposentar seu esquerdismo com cheiro de múmia.

Em sua clássica “Superbacana”, Caetano sintetizou a postura covarde dele e de seu companheiro de museu ideológico. Para ser superbanca basta arrotar boas intenções em Copacabana, enquanto lá longe dissidentes são fuzilados e o centro do Rio é destruído por vândalos 

“Toda essa gente se engana 
Ou então finge que não vê que eu nasci 
Pra ser o superbacana

O mundo em Copacabana 
Tudo em Copacabana, Copacabana 
O mundo explode longe, muito longe...”

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Quem reza o Rosário do fascismo do bem?

No Brasil ideal da petista, aborto e infanticídio estarão liberados; palmadas serão um crime. 

Maria do Rosário é a ministra mais perigosa em atividade em Brasília. Mais do que isso, ela é a personificação da esquizofrenia moral que move o Partido dos Trabalhadores. Como se sabe, os petistas aqueles caras que aceitam o infanticídio indígena, mas querem abolir as palmadas nos lares brasileiros. 

A guerrilheira dos Direitos Humanos é autora da famigerada “Lei da Palmada”. Maria do Rosário quer interferir na forma como criamos nossos filhos, porém, ignora que os índios enterrem os seus filhos vivos por causa de algum costume cultural obscuro.  

A guardiã dos presidiários é também uma opositora estridente da redução da idade penal. Ela considera uma terrível violência obrigar “menores” (categoria que incluí homens de 17 anos) a pagar pelos crimes que cometeram. Mesmo em casos de assassinatos. Vale lembrar que em Cuba, que ela obviamente considera um paraíso, crimes cruéis são reprimidos com força pelo Estado. 


Na celebração dos 21 anos do diabólico Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a amalucada Maria do Rosário afirmou ser contra até mesmo “o debate para a redução da maioridade penal”. Sim, a petista não quer nem mesmo que exista debate sobre o tema.

Ela fugiu do debate sobre o tema na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Talvez faltou coragem para encarar os pais do estudante Victor Hugo Deppman, cruelmente morto por um canalha de 17 anos. Ela jamais prestou qualquer solidariedade à família Deppman. Talvez porque Victor não era bandido ou terrorista. 


Rosário nunca presta solidariedade à quem não é bandido ou terrorista 
“Não quero passar a mão na cabeça do que comete ato infracional, mas três anos na vida de um adolescente significa praticamente chegar ao 18 anos dentro de uma unidade. Precisamos é investir no que eles fazem lá dentro, para que eles saiam e nunca mais cometam algo que seja agressivo e violento, mas nós ainda não fazemos isso no Brasil”, disse a ministra.

Nós, quem, cara pálida? O cidadão brasileiro já cumpre o seu papel sustentando com seu trabalho a maior carga tributária do Planeta Terra. O governo federal, infelizmente, é um atoleiro de corrupção (o último esquema levou R$ 400 milhões no Ministério do Trabalho) e toda essa dinheirama acaba nas mãos de parasitas ou partidos de aluguel da base aliada.

Lógica tresloucada 

Os nazistas eram vegetarianos e defensores dos direitos dos animais. Os agentes da SS choravam toda vez que um cachorro era atropelado. Mas não se incomodavam com os judeus morrendo de fome nos guetos ou sendo sistematicamente exterminados nos campos de concentração da Alemanha. Por quê?


Nazistas preferiam animais à judeus; petistas preferem terroristas à pugilistas
Assim como os militantes da esquerda revolucionária, os nazistas eram orientados por dogmas ideológicos que lhe forneciam uma cosmovisão (um catálogo de crenças que oferece respostas a tudo). Nazistas preferiam animais aos judeus porque em sua cosmovisão os judeus eram uma subespécie inferior até mesmo aos cachorros. 

Da mesma forma, não há contradição interna na cabeça de Rosário quando ela apresenta um projeto de lei que proíbe as palmadas e, ao mesmo tempo, mantém sua posição favorável à legalização do aborto. E fecha os olhos para o infanticídio indígena. 

Tudo se explica no interior da lógica tresloucada de Rosário: só o Estado tem o poder de disciplinar as crianças ou de autorizar a morte delas. De acordo com os dogmas ideológicos da petista, a sociedade é repleta de “preconceitos”, portanto, o Estado é detentor de todas as virtudes e única entidade capaz de estabelecer racionalmente quem deve ser eliminado. 

Totalitários do bem

Não fossem algumas resenhas generosas de Rodrigo Constantino e Luiz Felipe Pondé, passaria despercebido no Brasil o lançamento do livro “Fascismo de esquerda”, do ensaísta americano Jonah Goldberg. A obra não fala dos governos fascistas do passado, mas aborda o fenômeno do “fascismo do bem”, que agrupa bandeiras que vão desde o pacifismo até o ambientalismo.


Fascistas são aqueles que colocam o Estado acima da sociedade 
Goldberg explica que a esquerda se torna fascista quando passa a cultuar o Estado como centro de tudo. “O que os une é a estética e o culto da ação, além da necessidade de um Estado todo-poderoso para coordenar a sociedade”, detalha o autor. 

Maria do Rosário é uma crente fervorosa na autoridade do Estado. Ela acredita que a sociedade é despreparada até mesmo para debater a redução da idade penal. Só o governo virtuoso do qual participa seria capaz de promover a paz social, pois seus dirigentes são devotos de dogmas ideológicos “politicamente corretos” como, por exemplo, a ideia de justiça social (leia-se assistencialismo).


A ministra lamenta a 'tortura' na Fundação Casa, mas aprova a ditadura cubana
A princesa dos menores infratores se julga uma agente do bem. De Stálin a Mussolini, todo totalitário começou com a vontade de fazer o bem. Porém, não devemos julgar alguém por suas supostas boas intenções, mas pelas consequências concretas de suas ações. 

E a esquizofrenia moral de Maria do Rosário – que junta defesa do aborto à proibição das palmadas – é uma prova de que as mentes radicais são tão loucas quanto perigosas. No Brasil ideal com o qual a ministra dos Direitos Humanos sonha, o aborto e o infanticídio estarão liberados. As palmadas serão um crime.  

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Rawan: o relativismo estupra e mata

Os progressistas do Ocidente apoiam o relativismo cultural que mata crianças

 Uma criança de apenas oito anos morreu no dia último 07, no Iêmen, após a “lua de mel” com o marido de 40 anos. A pequena Rawan morreu com ferimentos internos no útero. Ela havia sido vendida pelo padrasto para um saudita, um costume tribal protegido naquela região.

Rawan é mais uma vítima do relativismo que – em nome de uma suposta tolerância cultural – diz que não devemos julgar e muito menos interferir nos costumes de outros povos, ainda que sejam costumes absolutamente bárbaros e violentos. A complacência do Ocidente para com a selvageria contribuiu para a morte de Rawan e de milhares de outras pessoas.

O relativismo parte do pressuposto de que a verdade é “múltipla” e, portanto, tudo é “contextual”.  O canibalismo é uma atrocidade? Depende do contexto. E o infanticídio indígena? Bem, se os índios brasileiros acham bonito matar crianças à luz do dia, quem somos nós para julgá-los?

Tal doutrina criminosa apregoa que as pessoas são menos importantes do que os costumes da sociedade na qual tiveram o azar de nascer.  O relativismo confere proteção a costumes altamente questionáveis como a extirpação do clitóris em mulheres de tribos africanas.  Ou ao costume de algumas tribos brasileiras de enterrar vivas crianças que julgam amaldiçoadas.

O infanticídio indígena é praticado sob proteção dos antropólogos relativistas da Funai

O filósofo Paul Boghossian, da Universidade de Nova Iorque, lembra que o relativismo surgiu para fornecer os recursos filosóficos necessários para impedir que alguém acuse culturas oprimidas de sustentar opiniões falsas ou injustificadas. Como produto típico de mentes progressistas, o relativismo só se sustenta por suas supostas boas intenções, pois na prática serve apenas para apoiar práticas odiosas e assassinas.  

Desde sempre o relativismo é uma caixa de pandora de preconceitos medievais protegidos com amor e carinho por progressistas de coração-mole. Ao abrir mão de juízos universais, o progressista relativista passa a acreditar que arrancar os clitóris da esposa ou lhe enviar flores são a mesma coisa.

Rawan foi assassinada. A morte daquela inocente criança foi permitida, chancelada e protegida não apenas pelos selvagens da área tribal de Hardh, fronteira com a Arábia Saudita, mas pelas falanges progressistas do multiculturalismo que governam desde a nossa Funai até o Parlamento britânico.

As mesmas falanges progressistas que, paradoxalmente, querem cotas raciais e direitos homossexuais no Ocidente. A pobre Rawan jamais poderia imaginar que seria estuprada e morta com o apoio de tantas pessoas tolerantes. Gente que vive discutindo o relativismo no ambiente protegido dos feudos acadêmicos e que grita “fascismo!” com a mesma facilidade com que troca de roupa.

sábado, 31 de agosto de 2013

Como converter os médicos cubanos em agentes contra-revolucionários



O execrável Alexandre Padilha, que para nosso azar é ministro da Saúde, avisou que o governo federal não vai tolerar qualquer “incitação ao preconceito e à xenofobia” contra os médicos cubanos que estão no Brasil.

Como se questionar um programa em parceria com uma ditadura e financiado pelo nosso dinheiro fosse algo equivalente ao antissemitismo do “companheiro” fascista Ahmadinejad. Além de denunciar a tática malandra do petista, é preciso desmoralizar o embusteiro. 

Aqui estão cinco sugestões para que você mostre que é solidário com os cubanos. Ao ponto de ajudá-los a subverter a ditadura quando regressarem à ilha-prisão dos Irmãos Castro. 

1- Doe absorventes para as médicas cubanas. Itens de higiene básica são escassos em paraísos comunistas. As mulheres são obrigadas a usar certos subterfúgios. No lugar de absorventes, toalhinhas de pano que nossas bisavós usavam. Médicas cubanas merecem absorventes de verdade, de preferência da marca Sempre Livre. 

2- Apresente o RedTube aos doutores. É uma forma silenciosa de plantar as sementes da subversão na terra dos irmãos Castro. Depois que acessarem tal conteúdo, os médicos cubanos se juntarão a Yoani Sanchez exigindo o fim da censura digital!

3- Abra um crediário para o visitante nas Casas Bahia. Ele vai perceber que não precisa se submeter a uma ditadura de partido único, que a essa altura já degenerou numa dinástica comunista, só pra conseguir aquele sofazinho bege.

4- Faça uma excursão com os doutores na rua 25 de Março. Todo besteirol contra o livre mercado cai por terra em 5 minutos de andança pela rua mais capitalista do Brasil. 

5- Compre um Mclanche para o seu cubano de estimação.  Um hambúrguer gorduroso e uma Coca Cola gelada são capazes de curar qualquer delírio ideológico. Até Che Guevara curtia a água suja do capitalismo. Na volta para Cuba, os médicos já serão agentes implacáveis da contrarrevolução!  























quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Odeia o Papa; goza com o Aiatolá: a vadia foucaltiana


 Vadias odeiam a Igreja Católica porque odeiam o Ocidente

A típica feminista foucaultiana é tão inteligente quanto um preservativo aroma morango. Sim, eu posso provar.  

Na “Marcha das Vadias” brazuca é possível encontrar cartazes contra o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Também é possível ler declarações das autoproclamadas vadias contra o “imperialismo cultural” e o “fetichismo sexual”. 

E claro, abundam xingamentos contra o Papa Francisco, este terrível inimigo das vaginas ocidentais.

Mas você já ouviu alguma feminista tupiniquim falando sobre a iraniana Nasrin Afzali? A brava jornalista foi condenada em 2008 a seis meses de prisão e a dez chibatadas por “perturbar a ordem pública”, durante um protesto em frente ao tribunal “revolucionário” de Teerã.

Com um nome bem mais complicado, outra jornalista iraniana permanece desconhecida no Brasil: Noushin Ahmadi Khorasani. A bela e jovem ativista coordena a campanha “Um Milhão de Assinaturas” que busca a revogação das leis discriminatórias contra mulheres no Irã. Ela vive sendo presa, censurada, libertada e presa novamente. É uma rotina e tanto!

Nasrin Afzali foi condenada a chibatadas e a cadeia
Sim, existem muitas mulheres corajosas lutando no quintal dos Aiatolás. Mas, novamente, você conhecia a história delas? Recentes casos de prisões de mulheres nos distritos de Teerã foram amplamente noticiados pela mídia ocidental. Mas no Brasil nada disso foi divulgado.

Não há uma única palavra das ativistas brasileiras sobre a repressão sofrida pelas mulheres no Irã. Pode ser mero descuido. As feministas tupiniquins talvez estejam priorizando os interesses associados aos seus próprios úteros, diariamente ameaçados pelo império e o fetiche.

Noushin: a iraniana que inexiste para as feministas brasileiras

Vadias foucaultianas

Foucaultianas são amebas intelectuais à serviço do relativismo 
Ouso afirmar que não é um mero descuido, mas um esquecimento intencional. As razões são ideológicas. Eu conheci algumas donas de vaginas libertárias. E o discurso delas era sempre em código binário: o repúdio sistemático ao Ocidente e a glorificação de tudo que não é ocidental.

Fui anarquista por alguns anos (na época em que não precisava pagar minhas contas) e ainda cursei sociologia. Foi assim que conheci o feminismo pós-moderno, um subproduto do multiculturalismo (não devemos julgar a cultura alheia, por mais terrível que nos pareça).

O multiculturalismo prega que não existem critérios universais para julgar se algo é verdadeiro ou falso; bom ou ruim. Vegetarianos ou canibais, cada grupo social deve ser livre para manter internamente, entre seus membros, o seu próprio código de conduta. E o conjunto de hábitos e tradições de cada grupo fica assim moralmente imune a críticas e sanções de outros.

Foucault: libertário no Ocidente; cheerleader de teocracia no Oriente
A modinha relativista é um vírus que se espalhou pela obra de autores obscuros como Michael Foucault (1925-1984). O francês confessou em entrevista ao colega americano John Searle que escrevia “bobagens impenetráveis” para ser levado a sério pela academia francesa. A revelação está documentada no livro “Quebrando o Espanto”, de Daniel Dennet.

Foucault acusava o Ocidente de manter na sombra um aparato de vigilância para controlar e punir indivíduos. O pensador “libertário” via repressão até nas palavras. Ele estava na Tunísia, mas gozou de tesão à distância quando ocorreu a revolta de 68 em Paris. Foucault via nela uma reação ao Estado castrador que ele jurava existir em todos os níveis da vida ocidental.

E assim surgiram as vadias foucaultianas. São as fêmeas impressionáveis que aprenderam com o criador de bobagens impenetráveis que o Ocidente na verdade é uma grande prisão, e que se procurarmos bem vamos nos deparar com o Estado repressor até debaixo da cama. Há muitas delas nas ciências sociais, em constante estado de masturbação intelectual.

As vadias foucaultianas odeiam a Igreja Católica porque sabem que sem ela não existiria civilização ocidental. É este o grande inimigo das vaginas libertárias: o Ocidente. A histeria delas produz não apenas autodepreciação, mas a glorificação do “outro”, seja ele quem for. Não é difícil encontrar vadias foucaultianas elogiando alguma teocracia...antiocidental.

Sartre e Foucault no comitê de apoio a Revolução Iraniana
Até mesmo Simone de Beauvoir (1908-1986) integrou o comitê de suporte ao Aiatolá Khomeini (1900-1989), o xiita que mergulhou o Irã na teocracia que até hoje mantém um quadro de repressão e extermínio de mulheres, homossexuais e outras minorias.

A feminista fez críticas tardias ao regime e se retratou antes de morrer. Foucault também foi um embaixador não remunerado da odiosa teocracia. A diferença é que Foucault escolheu o silêncio mesmo diante das notícias de que homossexuais como ele eram perseguidos e mortos pelo seu amado Aiatolá – o libertário francês chegou a visitar o xiita iraniano nos anos 70.

Os equívocos do francês estão registrados detalhadamente em “Foucault e a Revolução Iraniana” (Editora É), de autoria da feminista iraniana Janet Afary e do sociólogo americano Kevin Anderson. 

Os autores investigam as razões pelas quais um pensador supostamente libertário virou apoiador entusiasta de um regime que se revelou um pesadelo para minorias.

Livro documenta apoio de Foucault ao Aiatolá
Não há mistério. Foucault foi coerente com sua esquizofrenia: ele rejeitava a existência da verdade, e a legitimidade de critérios universais para se chegar ao bom e ao justo. Por isso não hesitou em combater o demônio em sua casa e transar com ele na casa do vizinho.

Na cama com o inimigo

Se toda verdade é relativa, como contestar preconceitos e injustiças?

As vadias foucaultianas não estão em posição diferente: permanecem de quatro diante do Diabo. O substrato do seu discurso continua sendo o relativismo. 

Se “toda verdade é relativa”, sinto informar, é impossível contestar qualquer injustiça social. O que é injusto para o vegetariano, é perfeitamente aceitável para o canibal. Idem para a feminista e o machista.

Em seu clássico “Imposturas Intelectuais” (Editora Record) os cientistas Alan Sokal e Jean Bricmont (ambos de esquerda) desenharam para os relativistas entenderem:

Se todos os discursos são meras “histórias” ou “narrativas”, e nenhuma é mais objetiva ou verdadeira que a outra, deve-se então admitir que os piores preconceitos racistas ou sexistas e que as mais reacionárias teorias sócio-econômicas são igualmente válidos [...] Fica claro que o relativismo é uma base extremamente frágil sobre a qual fundar a crítica à ordem social.

Imposturas Intelectuais: "a merda atinge o ventilador"
Por isso os meus olhos sangram quando leio artigos de feministas foucaultianas* reabilitando o velho besteirol relativista para criticar o Ocidente malvado. Não tenho dúvidas de que uma feminista que leva Foucault a sério é tão inteligente quanto um preservativo aroma morango.

Como podem contestar as injustiças que alegam existir contra elas se tudo é uma questão de ponto de vista? Se um ocidental não pode usar critérios universais e racionais para criticar a teocracia iraniana, tampouco as feministas podem fazê-lo em relação ao Ocidente. As vadias foucaultianas são incapazes de sustentar intelectualmente qualquer crítica a qualquer coisa.

Sociedade patriarcal emancipou as vadias

Aliás, eu as desafio a subscrever a crítica implacável da feminista dissidente Camille Paglia. Ela é uma senhora corajosa que, contra moda relativista, parte de critérios universais de verdade e justiça para avaliar a situação das mulheres e minorias em todo mundo:

Se as armas nucleares fabricados no Irã acabarem nas mãos dos jihadistas e finalmente forem implantados com sucesso em nossas capitais, o Ocidente vai olhar como se tivesse cometido suicídio e merecesse cair.

Camille Paglia lembra que as vadias foram emancipadas pela sociedade patriarcal
Em “Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertiti a Emily Dickinson” (sem tradução), Paglia contesta a outra face da histeria foucaultiana: o ódio ao Ocidente. A crítica feminista padrão é parecida com o desdém da dona de casa que vive comparando o marido ao vizinho:

Um dos reflexos irritantes do feminismo é o seu desdém diante da "sociedade patriarcal", para qual nada de bom nunca é atribuído. Mas é a sociedade patriarcal que me libertou como mulher. É o capitalismo que tem me dado o tempo livre para sentar-me nesta mesa e escrever este livro. Vamos parar de ser mesquinhas sobre os homens e livremente reconhecer os tesouros que sua obsessão derramou em nossa cultura.

Quando vejo as vadias deste quarteirão ocidental do mundo escarnecendo livremente dos símbolos religiosos da “opressora” Igreja Católica e criticando abertamente os nossos governos “fascistas”, lembro-me de Nasrin Afzali e Noushin Ahmadi Khorasani. Você nunca mais lerá estes nomes. 



PS.: Sou solidário às feministas que pretendem imprimir um novo “sentido valorativo” ao termo “vadia”, por isso utilizei o mesmo alegremente em todo o texto como sinal de apoio. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Os delírios dos escoteiros libertários


O jovem libertário e seu certificado de militante antiestatista

O jornalista William Buckley  (1925-2008) – a mente arquidistinta que concebeu a melhor publicação conservadora da América, a National Review – é celebrado como um notável anticomunista, mas ele afirmava que sua maior missão na Terra era a de “tentar proteger a Direita dos malucos”. Se fosse vivo hoje, o combativo conservador teria muito trabalho.

Brotam das terras férteis da demência ideológica hordas de ativistas mirins que se colocam à Direita no espectro político, mas que são guiados pelo mesmo catálogo de crenças ingênuas dos utopistas mais fervorosos – e por isso divergem deles apenas por oferecer dogmas outros.

Sim, eles têm uma religião para vender. E uma santa para servir de inspiração. A santinha dos escoteiros libertários não acreditava em Deus, mas depositava toda fé que tinha no homem – falo da espécie – em sua jornada gloriosa rumo à satisfação de suas próprias vontades (sic).


Monista, otimista e iluminista: uma marxista para a Direita

A filósofa e romancista russa Ayn Rand (1905-1982) seria um perfeita marxista se não tivesse sofrido na pele os horrores da União Soviética. O materialismo randiano é uma fórmula muito próxima ao materialismo dialético de Karl Marx (1818- 1883). 

Diferente, claro, mas vizinho.

O materialismo randiano sustenta que há um jeito certo de se viver, informado pela Razão e observado diretamente na Natureza, que é fundamentado numa moralidade egoísta que identifica o indivíduo como única realidade social e centro de todo dilema moral. 

Ayn Rand vende uma fórmula ideológica cujos ingredientes são conhecidos dos marxistas: o monismo (uma grande verdade da qual descendem todas as outras), a fé na Razão (por meio dela resolvemos até os nossos dilemas morais) e o otimismo antropológico (o homem é detentor das virtudes e sabedoria necessárias para moldar seu destino como bem quiser).

Temos acima listados todos os ingredientes das utopias selvagens que devastaram o mundo em séculos passados. É claro que aquele jovem coberto de espinhas, que se autoproclama guardião da liberdade, não enxerga perigos aqui. O jovenzinho sectário reduziu toda a complexidade da realidade social aos dogmas da sua santinha. Isso nem é novidade.

Monismo: lar do objetivista e do marxista

O homem autossuficiente: a utopia de libertários e marxistas 

Eu duvido que os escoteiros libertários tenham perdido mais de 10 minutos de suas vidas deploráveis com a leitura de qualquer obra digna de reflexão. Ou eles dominam as noções clássicas que norteiam o debate político moderno como, por exemplo, o conceito de “liberdade dos antigos e liberdade dos modernos” de Benjamin Constant (1767-1830)?
Para dar uma surra na criançada, nada melhor que as palmadas de um sábio cético. Sir Isaiah Berlin (1909-1997) também viu de perto o horror soviético. Mas o filósofo entendeu desde cedo que ideologia não se combate com ideologia. “Eu não creio que a resposta ao comunismo seja uma contrafé, com igual ardor e militância”, dizia o inglês que veio da Letônia.

Isaiah Berlin: um sábio cético contra os delírios monistas

A obra de Berlin é uma vacina atemporal aos delírios monistas. Lembrem-se: o monismo é a crença ingênua de que um único princípio geral é capaz de explicar a totalidade da realidade. 

Quando transferido para a política, é uma tentativa de reduzir o mundo a uma ideologia. 

A filosofia randiana – tal como seu vizinho ideológico, o marxismo – é exemplo perfeito de monismo. Ayn Rand entendia que todo ser humano que não coloca a sua versão infantil de liberdade no topo da hierarquia de valores é um alienado e precisa ser convencido ou combatido. A velha mentalidade esquerdista em ação.

Para a filósofa russa, assim como para todo monista, há somente uma verdade máxima que deve conciliar todos os valores sob sua égide. Se a realidade é regida por um princípio único, os que não vivem de acordo com tal princípio são imbecis ou monstros imorais. 

Objetivismo e o marxismo, cada qual com sua receita de bolo de mundo perfeito, dizem exatamente isso.


Um libertário típico alertando os alienados sobre o estatismo 

Para o objetivista, a Razão informa ao homem que a liberdade (ou melhor, a versão randiana de liberdade) é o valor máximo sob o qual ele deve construir sua vida. O marxista diz o mesmo, mas se referindo ao igualitarismo. Ambos prometem um estado utópico de felicidade.

É claro que a defesa do princípio máximo que rege a vida – o único pelo qual vale a pena viver – justifica qualquer sacrifício. Não é por acaso que marxista e objetivista têm demandas radicais: de um lado o fim da propriedade privada; do outro a submissão total à propriedade.

Por isso temos escoteiros libertários clamando por governo altamente limitado (não importa se o fim do complexo militar estatal compromete a defesa da nação) e dinossauros marxistas clamando pelo Estado total (não importa se o indivíduo é esmagado pelo seu salvador).

O que o move o libertário e o marxista em seus surtos de radicalismo é a pureza ideológica. A premissa deve ser seguida até as últimas consequências. O dogma é o guia inquestionável.  

Pluralismo


Ayn Rand voltou dos mortos com seu marxismo de Direita

Contra esse radicalismo utópico, Isaiah Berlin apresentou uma apologia do pluralismo: o reconhecimento de que os homens perseguem diferentes valores, que são inconciliáveis em sua máxima expressão. A total harmonia entre eles é impossível. Só o que podemos fazer é administrar pacificamente o conflito de valores no fórum que é a democracia liberal.

Ao se deparar com os abusos da URSS, a santinha dos libertários concluiu que o erro dos soviéticos era que eles veneravam a ideologia errada. Ela não identificou que a raiz do problema era a própria mentalidade monista. O conteúdo e a forma eram equivocados.

Isaiah Berlin entendeu que não se trata apenas de defender o dogma ideológico correto. A defesa da liberdade implica em reconhecer e aceitar o pluralismo de valores. Ayn Rand reduziu a complexidade da realidade à sua filosofia. Berlin nos legou o antídoto contra tais delírios monistas.